O projeto brasileiro de jardins filtrantes combina a recuperação de ecossistemas lagunares com tecnologias de tratamento de águas pluviais para mitigar o impacto ambiental.
Em um esforço para redefinir a gestão hídrica urbana, a cidade de Niterói, no estado do Rio de Janeiro, consolidou os jardins filtrantes do Parque Orla Piratininga como uma solução de ponta contra a degradação ambiental.
Esta infraestrutura verde, que se estende sobre uma área recuperada de mais de 150.000 metros quadrados, representa um dos maiores marcos de engenharia baseada na natureza no Brasil, projetado especificamente para sanear o sistema lagunar local por meio de processos biológicos naturais.
O núcleo operacional desta iniciativa reside em sua capacidade de interceptar e purificar a água da chuva e os sedimentos antes que alcancem a lagoa de Piratininga.
Através de um sistema de pântanos construídos, as plantas aquáticas e os substratos específicos atuam como filtros vivos, eliminando impurezas e metais pesados sem necessidade de químicos industriais.
Esta abordagem não só melhora a qualidade do recurso hídrico, mas também fomenta a regeneração da biodiversidade autóctone em uma área que sofria uma pressão urbana constante.
Além do benefício ecológico, o Parque Orla Piratininga foi estruturado como um espaço de convivência social e educação ambiental.
A intervenção incluiu a instalação de ciclovias, trilhas para pedestres e mirantes que permitem à cidadania interagir com o ambiente recuperado.
Dessa forma, o governo local busca equilibrar a proteção do ecossistema com o desenvolvimento urbano, oferecendo um modelo replicável para outras metrópoles que enfrentam desafios semelhantes de poluição hídrica e falta de espaços verdes.
A implementação desses jardins filtrantes faz parte de uma estratégia integral de resiliência diante das mudanças climáticas.
Ao reduzir a carga poluente e controlar o fluxo de escoamento, Niterói reforça sua infraestrutura frente a eventos meteorológicos extremos, assegurando a sustentabilidade a longo prazo de seu patrimônio natural e melhorando a saúde pública dos residentes da região oceânica.
Fonte: Noticias Ambientales

