O Comitê de Infraestrutura do Movimento Pró Paraná (MPP) e do Instituto de Engenharia do Paraná (IEP) realizou, na quarta-feira (21/10), sua 31ª reunião, com o tema “Requalificação Ambiental de Rios e Lagos Urbanos por Jardins Filtrantes”. A convidada foi Cristiane Schwanka, CEO da Phytorestore Brasil, que apresentou experiências de aplicação da tecnologia no tratamento da água e na recuperação de áreas degradadas.
A abertura foi conduzida pelo presidente do Pró Paraná, Marcos Domakoski, que destacou a importância da gestão dos recursos hídricos. O coordenador do Comitê de Infraestrutura, Luiz Roberto Dantas Bruel, mediou o encontro e apresentou a trajetória da palestrante, engenheira civil, advogada e doutora em Direito Econômico Socioambiental, com experiência no setor de saneamento.
Schwanka explicou que os jardins filtrantes combinam vegetação e engenharia sanitária para tratar águas contaminadas, remover poluentes e favorecer a biodiversidade. Entre os exemplos apresentados estão projetos na região metropolitana de Paris, na França, e em Niterói (RJ). Na Lagoa de Piratininga, os jardins ocupam 35 mil metros quadrados e tratam, em média, 35 mil metros cúbicos de água por dia.
Em Recife (PE), a tecnologia é utilizada no Riacho do Cavouco para reduzir a carga de poluentes levada ao rio Capibaribe. Segundo dados de monitoramento apresentados pela palestrante, a temperatura no entorno caiu, em média, dois graus após a implantação dos jardins filtrantes, em conjunto com outras medidas, como o uso de pavimentos drenantes.
No Paraná, Cristiane apresentou uma proposta de recuperação ambiental do rio Belém, em Curitiba, por meio da implantação de jardins filtrantes em um trecho próximo à confluência com o rio Areiãozinho. A proposta prevê o uso da vegetação e de estruturas de filtragem para tratar a água contaminada por lançamentos irregulares de esgoto, contribuindo para melhorar sua qualidade e recuperar o ambiente aquático. A iniciativa também busca favorecer a recuperação da área e ampliar as possibilidades de uso público do espaço.
Durante o debate, os participantes discutiram o potencial da tecnologia para mitigar enchentes e os desafios de implantação em áreas densamente ocupadas. A palestrante apontou a disponibilidade de espaço como uma das principais dificuldades e explicou que os jardins podem ser distribuídos em diferentes pontos da cidade. O encontro abordou, assim, alternativas baseadas na natureza para integrar saneamento, adaptação climática e recuperação ambiental
Fonte: Pró Paraná

